Em 2024, o Brasil registrou 472.328 afastamentos por transtornos mentais, o maior número em uma década, um crescimento de 68% em relação ao ano anterior. E quando a gente olha para quem são essas pessoas, o rosto é majoritariamente feminino: 64% dos afastamentos foram de mulheres, com idade média de 41 anos, com diagnósticos de ansiedade e depressão.
41 anos. Exatamente a idade em que muitas mulheres estão no auge das responsabilidades: filhos ainda dependentes, carreira para sustentar, casa para administrar, família para cuidar.
Não é coincidência.
O que os números escondem


Uma pesquisa do Health Service Report 2025, mostrou que 52% dos brasileiros consideram a saúde mental sua maior preocupação de saúde, ultrapassando o câncer pela primeira vez. Em 2018, esse número era de apenas 18%.
E ainda assim, 74% dos brasileiros afirmam pensar frequentemente na própria saúde mental sem necessariamente fazer algo a respeito.
Pensar sobre o problema e cuidar do problema são movimentos completamente diferentes. É como ficar olhando para um vazamento na parede por anos sem chamar o encanador. A preocupação não para a água.
Por que as mulheres adoecem mais
E os fatores são claros, né? Sobrecarga de trabalho, menor remuneração, responsabilidade do cuidado familiar e violência.
As mulheres ganham menos em 82% das áreas, segundo o IBGE, e ainda assim sustentam financeiramente 49,1% dos lares brasileiros, o que representa 35 milhões de famílias.
Ou seja, trabalham mais, ganham menos e ainda carregam o peso emocional de todo mundo ao redor. Como que essa conta fecha?
É como um atleta que treina em dobro, dorme menos e ainda tem que cuidar do time inteiro. Em algum momento o corpo apresenta a conta.
O que isso tem a ver com você


Eu, Renata Finotti, psicóloga clínica, vejo esse cenário se repetir no consultório. A mulher que chega não porque quebrou, mas porque finalmente percebeu que estava no limite há muito tempo sem reconhecer.
E muitas delas chegam com uma frase em comum: eu devia ter vindo antes.
O adoecimento emocional raramente aparece de repente. Ele vai chegando aos poucos, se instalando na rotina de um jeito que a gente aprende a chamar de normal. O cansaço que não passa, a irritação sem motivo aparente, a sensação constante de que algo está errado mesmo quando tudo parece funcionar.
Esses sinais têm origem e solução.
Cuidar da saúde emocional antes de chegar no limite muda completamente o trajeto. Muda a forma como você trabalha, como você se relaciona, como você cria seus filhos.
Se você se reconheceu em alguma parte disso, acessa renatafinottipsicologia.com.br. A gente pode começar essa conversa juntas.
Renata Finotti é psicóloga clínica e orientadora profissional, com mais de 15 anos de experiência em saúde emocional e desenvolvimento humano. Atende presencialmente em Belo Horizonte, na Clínica Gontijo, e online.


Fontes:
Afastamentos por saúde mental 2024 – Ministério da Previdência Social, via InfoMoney: https://www.infomoney.com.br/saude/afastamentos-por-saude-mental-batem-recorde-e-crescem-mais-de-400-desde-a-pandemia/
Perfil dos afastados 64% mulheres, INSS, via CSB: https://csb.org.br/noticias/afastamentos-saude-mental-crescem-2024
Perfil dos afastados – via Sinjutra: https://sinjutra.org.br/noticia/crise-de-saude-mental–brasil-tem-maior-numero-de-afastamentos-por-ansiedade-e-depressao-em-10-anos
Ipsos Health Service Report 2025 – via Exame: https://exame.com/brasil/saude-mental-e-o-principal-problema-de-saude-do-brasil-para-52-da-populacao/
Ipsos Health Service Report 2025 – via Hospital Santa Mônica: https://hospitalsantamonica.com.br/mais-da-metade-dos-brasileiros-ve-saude-mental-como-prioridade-alerta-hospital-santa-monica/
Mulheres sustentam 49,1% dos lares – IBGE, via CSB: https://csb.org.br/noticias/afastamentos-saude-mental-crescem-2024