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Como não levar emoções não resolvidas para 2026

Um guia realista para começar o ano com consciência

O início de um novo ano costuma vir acompanhado de promessas, metas e listas. Mas, na prática clínica, observo algo muito mais importante do que planejar o futuro: olhar para aquilo que ainda dói em você. Não existe “vida nova” se o emocional continua preso em dores antigas, concorda comigo? 

Portanto este texto encontre você justamente no ponto em que muitas mulheres chegam até mim: cansadas de carregar, sozinhas, o que não foi nomeado, não foi entendido e não foi cuidado.

Por que começamos o ano exaustas emocionalmente

A psicologia já demonstra que emoções ignoradas não desaparecem. Assim elas se acumulam. Segundo a pesquisadora Brené Brown, da Universidade de Houston, pessoas que evitam emoções difíceis tendem a viver em estados maiores de ansiedade e exaustão emocional. 

A neurocientista Lisa Feldman Barrett também afirma que emoções não resolvidas ativam padrões cerebrais de defesa, fazendo o corpo interpretar pequenas situações como grandes ameaças.

Isso explica por que tantas mulheres chegam em janeiro dizendo que começaram o ano já “no limite”: não é o ano que está pesado, são as emoções que não foram elaboradas.

O olhar clínico: a verdade que ninguém gosta de admitir no início do ano

Existe uma romantização forte sobre viradas de ciclo. Portanto, como psicóloga, eu posso te afirmar com clareza: virar o calendário não muda nada se você continua repetindo padrões emocionais que já machucam.

A psicologia positiva também fala sobre isso. Martin Seligman, um dos maiores nomes da área, lembra que bem-estar não é um evento externo, mas resultado de consciência, regulação emocional e escolhas alinhadas a valores internos. E nada disso acontece automaticamente no dia 1º de janeiro, não é mesmo?

O problema não é sentir. Eu sei que a gente sente (e sente muito). O problema é não entender o que você está sentindo.

O que a ciência já sabe sobre emoções acumuladas

O início de ano costuma ser o momento em que essas emoções transbordam. Sabia que períodos de transição aumentam a sensibilidade emocional e tendem a expor fragilidades que estavam escondidas pela rotina? 

E tem mais.

Daniel Goleman, referência mundial em inteligência emocional, explica que ignorar emoções cria “ciclos de reatividade”, fazendo a pessoa repetir comportamentos impulsivos que não gostaria de repetir.

Ou seja, levar emoções não resolvidas para um novo ano significa levar também padrões que você já sabe que te machucam.

E agora, o que fazer? Calma que vamos chegar lá!

O que acontece quando você não enfrenta suas emoções

A prática clínica mostra que emoções evitadas se manifestam de outras formas:

• impaciência exagerada;
• dificuldade de concentração;
• sensação de “estar sendo puxada por todos os lados”;
• choro fácil;
• irritação sem motivo claro;
• exaustão que não melhora nem com descanso;
• autocrítica constante.

Nenhum desses sinais significa fraqueza, ok? É como se fosse um acúmulo emocional, que cobra um preço alto.

Então como não levar isso para 2026?

Consciência, pequenas pausas e coragem emocional

Aqui estão práticas simples, realistas e possíveis, sem soluções mágicas

1. Pare de empurrar emoções com a barriga
Quando algo te incomodar, faça uma pausa de 30 segundos e pergunte: “O que exatamente estou sentindo agora?”

É incômodo? Medo? Raiva? Tristeza? Irritação? Nomear já reduz a carga emocional.

2. Identifique padrões que vêm se repetindo
Situações que se repetem carregam mensagens. Pergunte-se: “O que esse padrão está tentando me mostrar?”

3. Cuide do corpo para cuidar da mente
Não existe regulação emocional sem regulação fisiológica. Respiração profunda, água, pausa visual. Simples, mas cientificamente eficaz.

4. Não tente resolver tudo sozinha
Esse é o ponto que mais falo no consultório: independência emocional não significa isolamento. É consciência para pedir ajuda quando necessário.

5. Escreva o que você não quer levar para 2026
Somente o ato de escrever já reduz a reatividade do cérebro, sabia disso? É uma organização emocional acessível, tenta e me fala!

6. Entenda que recomeçar é um processo, não um dia no calendário
E você merece viver esse processo com verdade e acolhimento, não com pressa.

Agora, um recado final para você.

Janeiro não é sobre metas, é sobre consciência

O início do ano não precisa ser sobre “se reinventar”. Precisa ser sobre se enxergar, reconhecer, escutar… se amar!

E isso só é possível quando você se permite olhar para o que está vivo dentro de você, mesmo que desconfortável.

Por isso, pergunte de coração: o que você ainda não resolveu em 2025? E o que você está pedindo, silenciosamente, para ser ouvido antes que o ano avance?

Permita-se pensar com carinho.Se quiser aprofundar sua consciência emocional…

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