Essa é uma pergunta simples na forma, mas profunda no conteúdo. E talvez seja exatamente por isso que ela atravesse tantos momentos da nossa vida.
Quem sou eu quando preciso decidir? Quem sou eu quando a vida muda? O que sou eu quando aquilo que antes fazia sentido já não encaixa mais?
Ao longo da minha trajetória como psicóloga, aprendi que essa pergunta quase nunca surge por acaso. Ela aparece quando algo dentro de nós pede reorganização, consciência e verdade.
Por tanto, antes de falar sobre psicologia, métodos ou processos, quero falar sobre mim. Não como um currículo, mas como alguém que também fez escolhas difíceis, viveu transições e aprendeu, na prática, que o autoconhecimento não é um luxo. É uma necessidade.

Minha história é feita de escolhas, não de linhas retas

Sou Renata Finotti, psicóloga com mais de 20 anos de atuação em Psicologia Clínica, Orientação Profissional e de Carreira. Por tanto minha história profissional não foi linear, previsível ou isenta de dúvidas. Como a de muitas pessoas, ela foi construída a partir de decisões que exigiram coragem, escuta interna e, muitas vezes, renúncias.
Atuei por muitos anos em escolas, empresas e consultório particular, acompanhando pessoas em momentos decisivos de vida. Vi de perto como a falta de clareza emocional impacta escolhas profissionais, relacionamentos e a forma como cada pessoa se posiciona no mundo.
Também vivi minhas próprias transições. Mudanças de cidade, reconstruções profissionais, redefinição de prioridades. Em vários momentos, precisei parar e me perguntar se o caminho que eu seguia ainda estava alinhado com quem eu era naquele momento da vida.
Essas experiências não me afastaram da psicologia. Ao contrário. Elas aprofundaram meu olhar clínico, meu respeito pelo tempo de cada pessoa e minha compreensão de que ninguém muda sem antes se compreender. E é isso que eu quero compartilhar com você!
Psicologia sempre foi missão
A psicologia entrou na minha vida muito antes de se tornar profissão. Sempre me interessou entender como pensamentos, emoções e comportamentos se constroem. Como reagimos antes mesmo de perceber. Repetimos padrões. Como, muitas vezes, somos guiados por interpretações automáticas que não questionamos.

Com o tempo, compreendi algo fundamental. Não são os acontecimentos que determinam o que sentimos, mas a forma como os interpretamos (e esse processo acontece de maneira rápida e inconsciente). Uma situação gera um pensamento automático, esse pensamento ativa uma emoção e a emoção conduz um comportamento.
Quando não temos consciência desse funcionamento, passamos a viver no automático. Reagimos sem entender. Decidimos sem clareza. Nos culpamos sem compreender a origem do que sentimos.
Meu trabalho como psicóloga é justamente ajudar as pessoas a interromper esse piloto automático.
O valor da consciência emocional

Grande parte das pessoas chega ao consultório dizendo apenas que está mal ou estressada. Poucas conseguem identificar exatamente o que sentem. Ansiedade, frustração, medo, tristeza e culpa acabam se misturando, e essa confusão interna gera sofrimento.
A terapia é um espaço de aprendizado emocional. Um lugar onde a pessoa aprende a observar seus pensamentos, reconhecer suas emoções e entender a função de cada uma delas. Emoções não são inimigas, percebe isso? Elas são sistemas naturais de defesa e adaptação, mas o problema surge quando não sabemos escutá-las.
Ao desenvolver consciência emocional, a pessoa passa a perceber seus gatilhos, questionar interpretações automáticas e escolher respostas mais alinhadas com seus valores e objetivos. Não se trata de eliminar o medo, mas de caminhar com ele de forma mais consciente.
Costumo dizer no consultório que só se pode pensar depois de se acalmar. Quando o medo e a coragem andam em equilíbrio, a vida acontece.
O que aprendi com a clínica e com a vida
Ao longo de mais de duas décadas de atuação, acompanhei centenas de histórias. Pessoas diferentes, contextos distintos, mas conflitos muito parecidos.Medo de errar, dificuldade de se posicionar, exaustão emocional, escolhas feitas para agradar e não para se respeitar.
Essas histórias me ensinaram que o papel do psicólogo não é dizer o que o outro deve fazer. É ajudar a pessoa a se escutar, sem retirar do outro o protagonismo da própria vida.
Depois de muitos anos atendendo presencialmente, ampliei minha atuação para o formato online. Essa transição também foi uma escolha consciente. Ela me permitiu alcançar mais pessoas, respeitar novos ritmos e continuar exercendo meu trabalho com presença e profundidade.
Hoje, além da clínica, atuo como palestrante e criadora de conteúdos sobre educação emocional, autoconhecimento e inteligência emocional. Acredito que informação de qualidade também transforma, quando é oferecida com responsabilidade e verdade.

Um convite à reflexão e à prática
Se você chegou até aqui, talvez também esteja vivendo um momento de questionamento interno. E isso significa consciência em movimento! Parabéns!
Uma prática simples que costumo sugerir é observar, ao longo do dia, quais pensamentos surgem automaticamente diante de situações desafiadoras. Pergunte-se se essa interpretação é a única possível. Muitas vezes, só esse exercício já diminui a intensidade emocional e amplia a clareza.
Conhecer seus pontos fortes e fragilidades é fundamental para construir escolhas mais alinhadas com quem você é. Não importa quem somos. Somos, e ponto. A partir disso, podemos decidir como queremos seguir.
Para quem este espaço existe
Este blog nasce como um espaço de reflexão, aprendizado e presença. Um lugar onde psicologia e vida real se encontram, sem romantizações e sem promessas vazias.
E quando sentir que é a sua hora de aprofundar esse processo, saiba que estou aqui para caminhar com você, com técnica, ética e respeito pela sua história.
Meu e-book gratuito O Despertar da Consciência pode ser um bom começo para iniciar sua jornada de autocuidado e consciência emocional.
