A nova visão da ciência sobre maturidade emocional
Durante muito tempo, acreditou-se que a vida adulta começava aos 18 anos, marcada por responsabilidades legais, faculdade, primeiro emprego ou independência financeira. Nos últimos anos, porém, a ciência tem revelado um cenário muito mais complexo e você deve ter percebido que com 18 anos, parece que a vida nem começou!
A maturidade emocional não nasce de um número nem de uma lista de conquistas, mas de processos internos que se desenvolvem ao longo da vida e “ser adulto” agora tem outro significado.
Antes de tudo, tem ciência
Pesquisas da Universidade de Oxford mostram que o córtex pré-frontal, responsável por tomada de decisão, regulação emocional e planejamento, continua em desenvolvimento até o início dos 30 anos.
E Harvard reforça esse entendimento ao apontar que funções executivas seguem amadurecendo entre os 25 e 32 anos.
Essas evidências científicas ajudam a gente a compreender por que tantas mulheres sentem que a vida começa a fazer sentido de verdade muito depois do que se costuma imaginar. Os 18 anos são só o início!

O que é maturidade emocional
A maturidade emocional aparece quando passamos a reconhecer nossas próprias necessidades, quando entendemos o impacto das nossas escolhas e quando percebemos que sentimentos não resolvidos influenciam comportamentos, relações e decisões importantes. Parece simples, mas não é!
Ela envolve responsabilidade sobre a própria história, consciência sobre limites e capacidade de tomar decisões conectadas aos próprios valores.
A grande questão é que essa maturidade está associada ao autoconhecimento, ao fortalecimento da identidade emocional e à clareza de propósito.
Ou seja… Quanto mais conhecemos nossos padrões, mais autonomia temos para escolher caminhos que refletem quem realmente somos.D

Por que tantas mulheres alcançam essa maturidade perto dos 30
Além da evolução neurológica, é comum que a faixa dos 30 seja marcada por questionamentos profundos. Todos nós passamos por eles, pode falar!
Assim, muitas mulheres revisitam escolhas profissionais, analisam relações, repensam maternidade, carreira, cidade onde vivem e o próprio ritmo de vida. Essa fase costuma trazer uma percepção mais refinada do que tem valor e do que já não combina mais com a pessoa que se tornou.
É nesse momento que aparece uma pergunta fundamental, principalmente nos meus atendimentos do consultório: “A vida que eu estou vivendo faz sentido para mim?” Essa reflexão costuma abrir espaço para decisões mais conscientes, recomeços e mudanças que antes pareciam improváveis.
A percepção da vida adulta
Se você despertou para expectativas externas sobre produtividade, metas e grandes transformações, aproveite para olhar para dentro, observar emoções acumuladas e entender como cada ciclo vivido influencia o presente.
Muitas mulheres percebem que acumulam responsabilidades, mas ainda não desenvolveram uma forma saudável de lidar com elas.
Adivinha! A consciência emocional é o que sustenta esse processo. Quando reconhecemos nossos limites e necessidades, criamos espaço para decisões mais equilibradas e realistas.
Então, o que fazer?

Como fortalecer a maturidade emocional
O amadurecimento é construído diariamente, fica tranquila! Pequenos gestos sustentam grandes transformações e tem jeito de repensar suas atitudes, ainda que pequenas. Alguns deles incluem:
• Revisar situações que você tem evitado enfrentar e reconhecer que evitar também é uma forma de expressão emocional;
• Tomar decisões simples com mais presença, treinando autonomia;
• Observar suas reações antes de agir, desenvolvendo regulação emocional;
• Reduzir comparações que distorcem a percepção de progresso;
• Criar momentos de pausa para reconhecer o que te fortalece e o que te desgasta.
Sempre falo com minhas pacientes: essas práticas constroem um terreno emocional mais estável, que favorece escolhas mais maduras ao longo do tempo.
A maturidade e as escolhas profissionais

Essa fase da vida também costuma trazer questionamentos sobre carreira. Acontece isso com você?
Muitas mulheres repensam seu papel no trabalho, reconhecem competências que desejam desenvolver, buscam mais propósito ou consideram transições profissionais. Ao mesmo tempo, percebem que o que fazia sentido aos 20 não necessariamente representa seus desejos atuais.
Compreender esse movimento como parte natural da evolução emocional ajuda a tomar decisões mais seguras, sem a sensação de fracasso ou atraso.
Se você está vivendo essa fase
Saiba que a maturidade emocional é um processo contínuo que se fortalece quando olhamos para nossa história com honestidade. Esse pode ser um momento valioso para iniciar essa reflexão, reorganizar prioridades e se aproximar de escolhas mais conscientes.
Se quiser aprofundar esse processo, meu e-book gratuito Despertar da Consciência apresenta práticas baseadas em psicologia positiva, neurociência e psicanálise.
E se sentir que precisa de um momento mais completo para entender o que está acontecendo dentro de você, a Sessão Diagnóstica pode ser um primeiro passo para organizar sentimentos e direcionar suas decisões.